Todos os dias chegam até mim mensagens de pessoas que perderam seus empregos

Sandro Damasceno_082

Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apresentados em setembro apontaram uma redução na taxa de desemprego em todo Brasil, representando uma queda de 0,6 ponto percentual em relação ao ano passado. De acordo com o Instituto, 500 mil pessoas conseguiram um novo emprego. Apesar do resultado, essa queda pouco representa diante dos 12,7 milhões de desempregados no país, sendo a maioria trabalhadores assalariados e moradores da periferia.

Todos os dias chegam até mim mensagens de pessoas que perderam seus empregos e também de indivíduos que estão há mais de um ano tentando ingressar no mercado de trabalho. Eles também me param nas ruas para falar sobre o grande problema que vive o nosso país desde 2014. É triste ver pais e mães de famílias em busca de vagas e encontrarem as portas fechadas.

Sabemos que muitos fatores contribuem para este caos do desemprego, entre esses estão: a crise econômica; os altos impostos pagos pelas empresas; a falta de incentivo às indústrias, micro e pequenas empresas, além das altas taxas de juros. Mas também temos um outro problema: a falta de qualificação profissional.

Trabalhadores sem profissão possuem mais dificuldade de entrar no mercado de trabalho. Esse é mais um dos motivos que obrigam milhares de homens e mulheres a buscarem alternativas na informalidade, que cresce a cada ano. O Brasil tem quase 38 milhões de pessoas na informalidade, o que dificulta a recuperação econômica. E a crise não é por culpa delas, afinal, as pessoas precisam comer, pagar as contas e sustentar as suas famílias.

Boa parte da solução está nas mãos do governo, que precisa dar incentivo às indústrias; facilitar o crédito para micro e pequenas empresas e reduzir a burocracia na abertura destas. Essas seriam algumas das decisões para melhorar a nossa economia e retirar milhões de pessoas do mercado informal.

Quanto a capacitação profissional, os gestores municipais, estaduais e, também, o governo federal, deveriam investir na qualificação e criar programas eficientes para inserir os jovens no mercado de trabalho, que são os mais afetados pelo desemprego devido a ausência de experiência. Isso porque observamos que a falta de qualificação profissional decorre da deficiência estrutural na educação. Afinal, todos os anos, milhares de jovens se formam no Ensino Médio sem nenhuma expectativa profissional.

Por valorizar a qualificação durante os meus mandatos, busquei junto aos governos estadual e federal levar cursos profissionais para jovens e adultos da capital e do interior paulista. Muita gente que foi beneficiada conseguiu emprego e outras abriram o próprio negócio. Como vê, atitudes simples e eficazes podem mudar a vida de muita gente.

Emprego gera renda e move a economia e isso deve ser prioridade em qualquer governo, a começar pela profissionalização de nossos jovens tão carentes de oportunidades.

Contem comigo para continuar nesta luta!