Preocupação com o desemprego!

paulinho 2

A grande preocupação dos trabalhadores brasileiros, e do movimento sindical como um todo, é com o desemprego, que não para de crescer. E esta preocupação não é infundada. Nosso país registra, hoje, mais de 14 milhões de postos de trabalho formais fechados. E, segundo dados do IBGE, 2,6 milhões deles em apenas um ano do governo Temer. Uma elevação de 23,1% se comparada ao número de desempregados no trimestre imediatamente anterior.

A Força Sindical e as demais centrais, ao lado de milhares de trabalhadores por elas representados, decidiram intensificar a luta por mais empregos e por mudanças nas reformas trabalhista e previdenciária propostas pelo governo, promovendo, na 6ª feira, 30, um dia de atos, manifestações e paralisações, em vários Estados do Brasil, como forma de externar todo o nosso descontentamento com a delicada situação pela qual o País – e o povo – atravessa. Precisamos conter esse mal!

O trabalhador que de repente se vê impossibilitado de cumprir seus compromissos, pagar suas contas ou manter o sustento de sua família, fica totalmente à mercê de uma série de consequências nefastas, de caráter social ou psicológico, podendo, inclusive, chegar à desagregação familiar. Cada trabalhador que perde o trabalho atira duas ou três pessoas – ou até mais – na desocupação.

Mas a alta do desemprego tem seus agentes alimentadores. E estes, necessariamente, também têm de ser contidos. Estamos falando dos juros estratosféricos, do crédito caro e das consequentes quedas dos investimentos no setor produtivo, na produção e no consumo. Um círculo vicioso que precisa, urgentemente, ser controlado.

A nossa luta é para recolocar o País nos eixos. Queremos que o Brasil retome o seu desenvolvimento e crescimento econômico. Mas, para isto, faz-se necessário que todos encampem esta luta pelo emprego e renda e contra as arbitrariedades que querem nos impor com a retirada de direitos trabalhistas, previdenciários e sociais. Só unidos, organizados e mobilizados conseguiremos debelar esta crise que tem nos custado tão caro.