Medidas de combate ao Coronavírus não garantem a manutenção dos empregos

Paulinho 2

O coronavírus tornou-se uma pandemia e não atinge apenas a saúde pública, mas a economia. Os efeitos são sentidos no mundo todo e alguns países já declararam que podem entrar em recessão, a exemplo dos Estados Unidos. No Brasil, o governo federal adotou medidas para ampliar os serviços de saúde e para conter os impactos econômicos.

Para o enfrentamento da crise de saúde pública provocada pelo novo coronavírus (Covid-19), foi editada a Medida Provisória (MP) 924/20, que libera R$ 5,099 bilhões para todo país. Para ajudar o governo a conter os efeitos da epidemia no Brasil, deputados e senadores abriram mão de parte das despesas vinculadas às emendas parlamentares.

Sou completamente a favor de qualquer medida que tenha como objetivo o combate aos efeitos do Covid-19. Cada um deve fazer a sua parte para que a saúde dos brasileiros seja preservada.

Além de atingir a saúde, o Covid-19 já causa impactos na economia. O reflexo financeiro é grande tanto na Bolsa de Valores quanto no mercado de trabalho e no cotidiano das pessoas.

Para reduzir os efeitos, o Ministério da Economia informou que serão empregados R$ 147,3 bilhões em medidas emergenciais. Com a medida, o governo vai reforçar o Bolsa Família; vai antecipar a primeira e segunda parcelas do 13º de aposentados e pensionistas; e antecipar o abono salarial para junho.

O governo também divulgou ações para conter o desemprego. Apesar disso, as iniciativas são insuficientes porque não garantem a manutenção dos empregos. Além disso, não há medidas para quem trabalha como intermitente ou como autônomo. Para que nenhum brasileiro seja prejudicado, o governo deve pensar em ações mais abrangentes, que protejam os mais pobres.