Solidariedade busca modificar proposta da idade mínima no Congresso Nacional

paulim 23

 

Sabemos que a Reforma da Previdência é necessária para a manutenção do benefício de milhares de aposentados. Porém, a proposta do governo divulgada nesta quinta-feira (14), de 65 anos para homens e 62 para mulheres ao final de um período de transição de 12 anos é equivocada. Desconsiderar as diferenças regionais que existem no Brasil é muito grave, pois a variação de expectativa de vida de um Estado para outro é muito grande. Há localidades, inclusive em São Paulo, que as pessoas não vivem até os 60 anos de idade.

No Brasil, as pessoas começam a trabalhar bem jovens e, na maioria dos casos, de maneira informal. Desta forma, alcançam o tempo mínimo para aposentadoria mais cedo, mas, devido ao fator previdenciário, são penalizados com a concessão de um benefício menor.

Vale ressaltar, também, que determinadas atividades “envelhecem” os profissionais mais cedo, como trabalhos mais pesados, por exemplo, a construção civil.

Se for aprovada, a regra será mais dura do que a apresentada por Michel Temer, que previa idade igual para homens e mulheres de 65 anos e transição em 20 anos. Quanto mais rápida a transição, maior o ganho fiscal para o governo e mais dura fica a regra para o trabalhador.

A proposta é um retrocesso, tornando o acesso ao benefício mais difícil. Sem contar que, com os milhões de desempregos existentes no país, está mais difícil de se ingressar no mercado de trabalho e os trabalhadores não conseguiriam se adequar ao sistema proposto.

O Solidariedade irá apresentar emendas ao Congresso Nacional para modificar a proposta apresentada, pois prejudica os trabalhadores. O partido defende uma reforma sem privilégios, que seja igual para todos e sem retirada de direitos.

Paulinho da Força
Presidente Nacional do Solidariedade e deputado federal