O Dia Mundial Sem Tabaco é uma data que poderia influenciar a sua vida para melhor

A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera o tabagismo a principal causa de morte evitável em todo o mundo. Pesquisa da OMS mostra que aproximadamente 47% de toda a população masculina e 12% da população feminina do mundo são fumantes. O que caracteriza uma taxa preocupante de futuros indivíduos que poderão ter algum tipo de doença.

No levantamento da organização, é comprovado, por estatísticas, que pessoas que fumam comparadas às que não fumam apresentam um risco 10 vezes maior de terem câncer de pulmão; cinco vezes maior de sofrer infarto; cinco vezes maior de sofrer de bronquite crônica e enfisema pulmonar e duas vezes maior de sofrer derrame cerebral.

Já as estatísticas no Brasil, realizadas pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA), mostram que o câncer de pulmão é o tipo de tumor mais letal e também uma das principais causas de morte no país. O câncer de pulmão se tornou no final do século passado, uma das principais causas de morte evitável. O consumo de tabaco é o principal fator de risco para o desenvolvimento desse tipo de doença no pulmão. Comparados com aos não fumantes, os tabagistas têm cerca de 20 a 30 vezes mais risco de desenvolver esse câncer.

O tabaco foi classificado pela OMS como um dos fatores que mais contribuem para a epidemia de doenças não contagiosas como ataques cardíacos, derrames, câncer e enfisema. O grupo é responsável por 63% de todas as mortes no mundo. Outras doenças relacionadas ao tabagismo são: hipertensão arterial, aneurismas arteriais, úlcera do aparelho digestivo, trombose vascular, osteoporose, Catarata, impotência sexual no homem, infertilidade na mulher, menopausa precoce e complicações na gravidez.

Para se ter uma ideia, só na fumaça são cerca de 4,7 mil substâncias tóxicas. Encontramos muitos “venenos” no cigarro. A nicotina, por exemplo, é um grande estimulante do sistema nervoso central, eleva a pressão sanguínea e a frequência cardíaca; o alcatrão eleva o risco de doenças cardiovasculares e a probabilidade de cânceres.

No Brasil, o Ministério da Saúde disponibiliza tratamento para pessoas que querem parar de fumar, através do Sistema Único de Saúde (SUS), que ampliam o acesso da abordagem nos 3 níveis de atenção à saúde (básica, média e alta complexidade). Sendo um modelo de tratamento com base na abordagem cognitivo comportamental possibilitando que seja realizado em grupo ou individualmente, e tem como objetivo auxiliar o fumante a desenvolver habilidades que o auxiliarão a permanecer sem fumar. O apoio medicamentoso, quando necessário, é outro recurso usado no tratamento do tabagismo e disponibilizado na rede SUS.

Além do SUS vários setores da sociedade civil mostram-se presente na temática de prevenção ao tabagismo, desde empresas, ONGs e ações individuais que realizam programas preventivos com intuito de conscientizar o indivíduo sobre consequências do tabaco à saúde.

O estado de São Paulo foi a primeiro a implantar a lei antifumo, Lei 13.541 de 7 de maio de 2009, a qual como membro da Comissão de Saúde na Assembleia Legislativa neste período, ajudei na sua aprovação. Após a aprovação da lei no estado de São Paulo, outros estados a aderiram, e hoje, o Governo Federal a tornou válida em todo o Brasil.

Pesquisas comprovam que a lei ajudou a diminuir o número de fumantes e o número de doenças causadas pelo tabaco. Hoje a norma proíbe fumar em lugares de uso coletivo fechados, mesmo que “parcialmente isolados” por paredes, teto ou até mesmo toldo, como os ditos fumódromos.

É preciso modificar essa situação tão preocupante para a sociedade e que traz gastos enormes para o governo, por ter que investir em tratamentos contra doenças causadas pelo cigarro. Com todas essas informações, posso afirmar que existe uma alternativa para acabar com esse mal social, ter amor próprio e apagar o cigarro da sua vida. Já pensou que sua vida seria muito melhor sem um cigarro? Pense um pouco para ser mais feliz.

Luiz Carlos Gondim é deputado estadual pelo Solidariedade-SP