Lugar de mulher é na política

Não se acaba com um processo milenar de discriminação da noite para o dia. É preciso muita vontade e determinação, e isso é o que não nos falta!
Não se acaba com um processo milenar de discriminação da noite para o dia. É preciso muita vontade e determinação, e isso é o que não nos falta!

Nós não apenas nos tornamos cada vez mais ativas no mercado de trabalho, como também conciliamos a carreira com outras atividades, como a maternidade, o casamento e nossos interesses pessoais. A maioria de nós mulheres contemporâneas pode optar entre casar ou não e, com o avanço da medicina, podemos escolher o momento de conceber filhos ou decidir por não tê-los. Podemos viver nossa sexualidade livremente e criar nossos filhos sozinhas.

Um grande avanço, mas que ainda precisa ser totalmente implementado, é a mudança do Código Penal Brasileiro realizada por meio da Lei nº 11.340, mais conhecida como Lei Maria da Penha, que criou mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher. Como acontece – e muito – na legislação brasileira, faltam mecanismos que façam valer a Lei. Faltam delegacias de mulheres em todas as cidades; falta pessoal treinado para o atendimento; falta divulgação sobre os direitos das mulheres e sobre o quão fundamental é a denuncia contra o agressor. Basta lembrar que hoje mais da metade das mulheres assassinadas no Brasil são mortas por seus maridos ou companheiros.

Homens, não queremos vocês sendo substituídos por nós mulheres, de maneira alguma!!! Se assim fosse, estaríamos propondo a inversão da discriminação. O que queremos é a igualdade de gênero e que, diante dos avanços, nossa geração feminina do século XXI demonstre uma nova valorização da nossa identidade. Não se acaba com um processo milenar de discriminação da noite para o dia. É preciso muita vontade e determinação, e isso é o que não nos falta!

É necessário mudar a política. Nós, da Secretaria Estadual da Mulher do Solidariedade-SP convidamos vocês, mulheres brasileiras, a se candidatarem para cargos de destaque como vereadoras, deputadas, senadoras, prefeitas, governadoras e até presidente da República. É inegável que a participação feminina em significativo número nos Parlamentos proporcionará modificações nos processos decisórios de políticas e ações sociais, em benefício da igualdade de gêneros. Por esta razão, precisamos incentivar outras mulheres, mostrando que temos capacidade de atuar nesse mundo político também e tão bem para construir, agregar, valorizar e, acima de tudo, para servir à população!

Talvez você diga… “Cristina, as pessoas vão nos retalhar devido à má administração atual do Governo Federal” (administrado por uma mulher) que, dentre inúmeros outros problemas, não atende aos interesses dos trabalhadores.

Calma, amadas… Digo que não podemos confundir incompetência e caráter com gênero. Não podemos aceitar que as pessoas associem uma má administração por ser uma mulher no comando. Vamos enfrentar piadinhas? Vamos! Conversas discriminatórias? Vamos! Mas temos certeza que pelo “jogo de cintura” natural da mulher, vamos tirar isso de letra e provar o contrário.

Apesar de ainda sermos chamadas de “sexo frágil”, temos a capacidade de transformar nossa sociedade. Venham fazer parte desse exército.

Um grande abraço a todos.