Brasileiros devem ter serenidade para exercer o direito do voto e garantir a democracia

Sandro Damasceno_082

A cada quatro anos, o Brasil elege seus governantes estaduais, deputados estaduais e federais, senadores e presidente da República. Em 2018, mais uma vez, os eleitores da nossa nação foram às urnas. Foi um pleito peculiar, marcado pela pluralidade de opiniões, mas, também, pela intolerância. Ainda no primeiro turno, assistimos a uma polarização extrema entre os posicionamentos de direita e esquerda, jamais vista no Brasil, nem mesmo durante a ditadura militar.

Agora, no segundo turno, a divisão ficou ainda mais latente, concentrada em dois candidatos com ideologias bastante diferentes. Neste cenário, estão os brasileiros, absolutamente divididos, preocupados unicamente em defender as suas escolhas, abrindo mão do respeito e da compreensão.  Nas últimas semanas, foram registrados casos de agressões e, até mortes, ocasionadas pela intolerância política. Neste duelo, todos estamos perdendo.

Não podemos ignorar a realidade. Por isso, peço serenidade a todos os brasileiros. Vamos exercer o direito do voto de maneira consciente. Vamos analisar as propostas de cada candidato e, assim, escolher quem acharmos ser a melhor opção, sem agredir os que acreditam em propostas diferentes das defendidas por nós.

Foi pensando na liberdade do voto, que o Solidariedade decidiu pela neutralidade no segundo turno.  Isso quer dizer que o partido não vai declarar apoio a nenhum dos candidatos à Presidência da República: Fernando Haddad (PT) ou Jair Bolsonaro (PSL). Desta forma, a direção executiva resolveu liberar seus diretórios e militantes para que apoiem quem acharem melhor.

E, independente, do candidato que venha a ser eleito, é importante exigirmos a garantia da democracia e o respeito à Constituição, criada após muita luta. O futuro presidente terá um grande trabalho pela frente. São muitos problemas acumulados ao longo dos anos, que fizeram o Brasil entrar em uma crise econômica sem precedentes. Os resultados são mais de 13 milhões de desempregados, queda na produção industrial e direitos trabalhistas e previdenciários ameaçados.

Defender os direitos dos cidadãos brasileiros e trabalhar para o crescimento econômico, são os principais objetivos dos parlamentares eleitos pelo Solidariedade. Seremos imparciais, independente de quem venha a assumir o comando do país. Necessitamos de uma unificação para reverter os efeitos das crises política e econômica em que nos encontramos. A segregação, jamais, será solução.