Aldo Rebelo é empossado secretário-chefe da Casa Civil de São Paulo

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Em cerimônia realizada no Palácio dos Bandeirantes, Aldo Rebelo, do Solidariedade, foi empossado como secretário-chefe da Casa Civil do Estado de São Paulo, nesta quarta-feira (22).

“Aldo é alguém que consegue lidar com todas as posições e respeitar a todos. Não é fácil fazer isso e ele tem essa capacidade de dialogar, de conviver, de aceitar as divergências e, sobretudo, a capacidade final de decidir”, explicou Márcio França, governador de São Paulo.

De acordo com o governador é preciso encontrar pessoas que tenham a generosidade de achar soluções para situações que parecem tão divergentes, e que, às vezes, não são, se você tiver a capacidade de dialogar e de poder enxergar com os olhos das outras pessoas. “Isso só faz, de verdade, quem tem a experiência, a capacidade e o histórico de vida que tem o Aldo, assim, como tantas outras pessoas no Brasil que se dedicaram honestamente, dignamente, corretamente e solidariamente a fazer vida pública. É uma vocação fazer vida pública e não é para qualquer um”, explicou.

Márcio falou ainda sobre o perfil que devem ter as pessoas que nasceram para servir, para serem funcionários públicos. “O Estado tem que ser como a mãe da gente, tem que reagir como a mãe da gente, ele sabe que alguns tem mais fome, mais necessidade, mas não pode deixar que simplesmente o mais forte, o mais alto, o mais velho e o mais rico possa ter todas as coisas do Estado, que não pertence a essas pessoas, pertence a todos. Isso tem muito mais do que uma característica ideológica, isso tem uma característica de alma, ou tem uma alma assim ou não tem. Não é defeito ou qualidade é uma característica. E são essas pessoas que quero que trabalhe conosco, comigo e no Estado de São Paulo”.

Aldo ressaltou a liderança de Márcio França à frente do Governo de São Paulo, falou da importância do Estado para o Brasil e lembrou das lutas enfrentadas, das industrializações, das conquistas e da necessidade do país voltar a crescer. “É sabido que nosso país vive um momento de encruzilhada, um momento de dificuldade, de uma certa, desorientação sobre os rumos, as prioridades, o que é determinante para a remoção dos obstáculos para o desenvolvimento, a redução das desigualdades e a consolidação da democracia”, relatou Aldo Rebelo.

A posse contou com a presença de diversas lideranças do Solidariedade, da Fundação 1º de Maio e da Força Sindical, além de deputados federais e estaduais, secretários, prefeitos e vereadores. Entre os convidados, estavam o presidente nacional do Solidariedade e deputado federal, Paulinho da Força, o secretário-geral nacional do partido, Luiz Adriano (Luizão), a secretária nacional da Mulher da legenda, Eunice Cabral, o secretário nacional de Liberdade de Expressão Religiosa e Filosófica da sigla, Moisés Silva, e o presidente estadual do partido em São Paulo, David Martins.

Paulinho da Força ressaltou a preocupação que o secretário tem com as causas sociais. “Tenho certeza que ele fará um belo trabalho à frente da secretaria não só pela experiência, mas pela preocupação com o social. Além disso, significa muito para o Solidariedade assumir uma pasta tão importante. Tudo o que acontece em São Paulo se reflete no Brasil. Tenho orgulho de trabalhar pelo estado”, relatou.

“O Solidariedade faz parte da coligação que apoia Márcio França à reeleição ao Governo de São Paulo. E o governador, ao convidar o Aldo para comandar a Casa Civil, dá ao Solidariedade a chance de mostrar nosso lado social, da preocupação com a sociedade. O Aldo tem uma grande preocupação com os problemas sociais e foi essa bandeira que ele levantou durante a sua pré-campanha à Presidência da República e acho que é esse o tom que ele vai administrar a Casa Civil”, explicou o secretário-geral do Solidariedade.

Aldo finalizou seu discurso falando sobre a esperança que precisa ser dada aos brasileiros. “O que me move nesse compromisso é São Paulo, hoje, não apenas pelo Porto de Santos, mas por tudo que foi construído no estado: o primeiro computador, a primeira indústria aeronáutica, a pesquisa nuclear, a pesquisa espacial. Que São Paulo continue sendo este berço da esperança, a esperança do trabalhador por mais emprego, a esperança dos idosos pelos seus direitos, da esperança da mulher pelo seu lugar na sociedade, da esperança da nossa indústria pela volta do crescimento, da esperança da tecnologia e ciência pela valorização e competitividade, e que São Paulo continue sendo a terra que em 400 anos semeou esperança e progresso para o Brasil”, explanou.

 

Aldo Rebelo

Aldo Rebelo, jornalista e escritor, iniciou sua trajetória política no movimento estudantil. Em 1978, assumiu a diretoria do Centro Acadêmico de Direito da Universidade Federal de Alagoas. Foi eleito presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) em 1980 e participou da fundação da União da Juventude Socialista (UJS), em 1983.

Em 1988, Aldo Rebelo foi eleito vereador da cidade de São Paulo, seu primeiro mandato parlamentar, seguido por seis mandatos consecutivos de deputado federal.

No Parlamento, foi líder da bancada do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e líder do Governo. Presidiu a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional e a Comissão Parlamentar de Inquérito da CBF/Nike. Relatou o projeto de lei que atualizou o Código Florestal Brasileiro e a proposta que originou a Lei de Biossegurança brasileira. Em 2005, foi eleito Presidente da Câmara dos Deputados.

No Poder Executivo, Aldo Rebelo foi ministro da Coordenação Política e Relações Institucionais (2004-2005); ministro do Esporte (2011-2015); ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação (2015); e ministro da Defesa (2015-2016).

Aldo Rebelo é membro do Conselho Curador do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI) e presidente do Conselho da União Brasileira de Escritores (UBE).

É autor dos livros “Raposa Serra do Sol – O índio e a questão nacional”; “Palmeiras X Corinthians 1945: O Jogo Vermelho”; “Política de Defesa para o Século XXI”; e “Reforma Tributária – Temas e Dilemas”. Idealizador da exposição permanente da Câmara dos Deputados “Construtores do Brasil”.

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